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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Vontade


Queria andar pelas ruas, sem tempo.
Ser aquela senhora que passa, que entra
e talvez, alguém cumprimenta:
-Bom dia!
Queria ser ela sem nome,
sem que soubessem onde vou, o que faço.
Queria acertar meu passo
com qualquer solidão companheira.
De repente, queria mudar de nome
nada explicar ou dever;
queria a benção do anonimato
e o sobrenome guardado, gravado no peito
pra ninguém ver.
Queria despregar laços, embaraços de conviver.
Ermitã?
Não. Isso não queria.
Só ser a mulher que passa
a gente olha e saúda:
-Bom dia!

Sônia C. Prazeres ©

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